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Mergulhos nos Livros do Pedro

Mergulhos nos Livros do Pedro

Federico Axat, A última Saída | Leitura Actual

Pedro, 07.07.20

Federico Axat, A última saída  | Leitura Atual

Encontro-me ler este Thriller, que pelo que li, promete.

Depois ter acabado a última temporada de dark, gostava de poder continuar noutra dimensão ou mundo paralelo de uma outra história.A ver vamos 😜.

E vocês, o que estão a ler?

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Book Haul Junho 2020 | Meu deus

Pedro, 03.07.20

A imagem fala por si só.

Ao contrário das Book Hauls anteriores, esta distingue-se, particularmente, dado o diferencial do tema dos livros encomendados vs normal dos meses anteriores.

O normal, costuma ser mais thrillers, policiais, mais ficção contemporânea e este mês de Junho, foi mais economia, análise política e história, dado também aos bons descontos de até 60% da @editorialpresença, em vigor, até ao fim do mês de Julho.

É sempre bom variar um pouco na leitura.

E vocês, o que adquiriram este mês?

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Ali Smith, Outono | Opinião

Pedro, 02.07.20

"Foi o pior dos tempos, foi o pior dos tempos. De novo. É esse o problema das coisas. Desfazem-se, sempre se desfizeram, sempre se desfarão, está-lhes na natureza"

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Este livro,1º da tetralogia das estações do ano, é um misto de emoções, pensamentos , risos e desilusões.

Se no início começa bem, a 1/3 do livro perde-se um pouco a essência da história e da escrita.

Dei por mim a gostar bastante do livro no início e ao mesmo tempo, a fazer um sacrifício para o terminar no fim.

Relativamente à análise do livro:

A história centra-se à volta de, diria, 3 personagens centrais : Elisabeth Demand (personagem principal), a mãe de Elisabeth e Daniel ou Mr. Gluck.

Começa com a história de um trabalho da escola, onde é pedido a Elisabeth, uma série de questões a serem feitas ao vizinho. Que são: como era o sítio onde o vizinho cresceu e como era a vida dele quando tinha a sua idade.

A mãe pede À filha para inventar, para não incomodar, dada a idade. Ao qual Elisabeth responde que não pode mentir, porque é para um noticiário.

A mãe responde-lhe:

"Inventa. E de qualquer das formas, as notícias verdadeiras são sempre inventadas.

As notícias verdadeiras não são inventadas, disse Elisabeth. São as notícias.

Essa é uma discussão que voltaremos a ter quando fores um bocado mais velha, disse a mãe."

 

A partir daqui, assiti-se a um enredo cheio de peripécias e aventuras entre Daniel e Elisabeth. Relembro que, ambos tem diferenças substanciais de idade. Elisabeth ainda é uma criança e Daniel já tem cerca de 85 anos. 

Uma amizade pouco comum, e estranha para alguns, no qual Elisabeth justifica à mãe:

"Isso depende da tua definição de normal, disse Elisabeth. Que será diferente da minha definição de normal. Porque todos vivemos na relatividade e a minha, no momento presente, não é, e suspeito que nunca será, igual à tua."

Ao longo do livro, somos presenciados com peripécias e aventuras entre ambos, que origina uma grande amizade e cumplicidade entre os dois. 

O papel de Daniel, acaba por ser preparar e mostrar a Elisabeth que a realidade deste mundo , não é exactamente como ela pensa.

"Devemos estar sempre a ler alguma coisa, disse ele. Mesmo que não estejamos a ler fisicamente. Caso contrário, como seremos nós capazes de ler o mundo? Imagina o processo como uma constante"

Essencialmente, a história fala da troca de peripécias e aventuras entre estas duas personagens e um acontecimento intenso que muda tudo.

Cerca de 70 páginas do livro acabar, senti que a história começa a perder qualidade. Penso que tem haver com um dos acontecimentos importantes da história, que faz com que o rumo da história e a sua caracterização seja completamente diferente.

Isto porque, a história começa a ficar demasiado complexa e desinteressante para quem esta a acompanhar. 

Em suma:

Daniel e Elisabeth amigos por acaso

Como algo improvável tornou-se uma amizade sem compasso

Sem compasso está a mãe, que não vê pela hora chegar

Que estes dois se separem,que se acabem por desencontrar

 

Idades diferentes e ideologias bem distintas

Como estes dois continuam num loop de amizades infinitas

Infinitas ou não, tudo tem razão de ser

Daniel mostra o cru do mundo, a realidade que arde sem se ver.

 

Posto isto, dou ao livro 3 estrelas. Mas com chance de ler o próximo, para perceber o que se segue.

"O mercado do livro é…” | Passatempo Note!

Pedro, 01.07.20
 
"O mercado do livro é…”
 
Está a decorrer um passatempo, no instagram da note!, onde dá a possibilidade de , caso seja selecionado, escolher 3 livros de forma gratuita.
 
Para isso bastará finalizar o texto :
 
"O mercado do livro é…”
 
Para mim:
 
O mercado do livro é uma feira sem igual
Uma completa mestria de variedade divinal
Policial, Psicologia, História, Economia e Poesia
Como Infantil e juvenil, completos cálices de fantasia.
 
Com estas e outras categorias, não sei por onde começar
Talvez pela poesia de Pessoa, com algumas rimas a enquadrar
A enquadrar as estrofes, enquanto enquadro a fotografia
Por norma também a encaro, quando leio Psicologia.
 
Psicologia ou não, tudo tem uma razão
A razão da razoabilidade, ou a razão do julgamento?
Pergunte a Chris Carter: qual a sua opinião ou fundamento?
Para resolver um crime, muitas formas e suspeitos irá ter
A questão é quem, e de que forma foi acontecer.
 
Após isto, temos a fotografia de como tudo decorreu
É aqui que entra a história, do “Foi assim que aconteceu”
O que aconteceu, ninguém pode alterar
Mas é um ensinamento futuro que “Tudo Pode Mudar”
Quem o diz, é Naomi Klein
“Capitalismo vs Clima”, uma realidade que cá vem.
 
Mas por vezes é bom, fugir do actual,
Optar um pouco, pela realidade virtual
Uma realidade virtual, feita de personagens e mundos diferentes
Como em “Matéria Escura”, onde se segue caminhos divergentes.
 
Mas não vamos esquecer, o objetivo primordial
Que nós “Os Humanos” somos uma natureza peculiar
Peculiar, original, uma ciência sem igual
Amar ou saber amar, é um cateto descomunal.
 
Mas de tantas histórias e autores, poderíamos falar
Mas na Feira da @Note, entre para comprovar
Com tanta variedade e desconto com fartura
Qualquer “pedra filosofal”, é uma peça de literatura.
 

Screenshot.pngFonte : Instagram Note!

 

Portugália | Quando tiveres 95 anos que história queres que conte? | Vencedores

Pedro, 16.06.20

 

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Ok, é verdade aconteceu... Sou um dos vencedores!!!!

Depois das últimas semanas, eis que chega uma boa notícia.

 

Gosto de escrever, gatafunhar, ler e sonhar, 

Mas nunca poderia imaginar

Que o vale da Portugália ganharia para almoçar 

 

Almoçar ou Jantar, um diferente conforme

Que o apetite seja aguçado pela respetiva variedade uniforme

Uniforme? Nem à mesa, comprida e cheia

Alcatra, camarão e talvez uma bela de uma lampreia

 

E aqui me despeço satisfeito e a festejar

Pois como deve compreender, não vou conseguir aguentar

Levantar ou sentar de tanta alegia

Que me pus a pedir uma bela sangria

 

Um muito Obrigado, a quem votou em mim.

P.S- Devido ao RGPD os outros vencedores, foram ocultados da foto em baixo.

Portugália | Quando tiveres 95 anos que história queres que conte?

Pedro, 14.06.20

Está a decorrer um passatempo no facebook da Portugália, onde oferecem a 5 pessoas, a possbilidade de ganharem um vale de 100€.

Provavelmente, não ganharei, mas gostei de participar pelo sentido de escrever.

Caso goste do comentário, peço que coloque um like aqui:

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=3614279808589109&id=159987684018356

Quanto tiveres 95 anos, qual é a história que queres que a vida te conte?”.

Na casa dos 95 anos, volto à Portugália para manjar
Já sigo o ritual, sei que posso confiar
Comigo levo o Claudio Rebelo para jantar
Aqui vou eu, a desafia-lo a participar
“Agarrados” à bengala, mas sem qualquer pudor
Prontos para comer, o famoso Menu Pescador.
 
Mas antes de tudo começar
Viemos beber algo, para poder aproveitar
São 17h tarde e o dia vai a meio
Vamos beber umas loiras, com 2=1 é certeiro
Pagamos o mesmo e vai duas vezes cheio.
 
Mas com tantas peripécias, por onde começar
Chego com 95 anos com muito para contar
Mas o objectivo não é eu contar, mas sim que a vida me conte
Contar a vida ou a vida contar, outrora cantar um novo horizonte.
 
Chegaram os nossos pratos e a minha história nem vai a meio
Só de olhar para o prato e após o avaliar todo o seu recheio
Com tanto para falar, vou terminar completamente cheio.
 
Aqui e agora, começa a minha história
Chego aos 95, com todas as recordações na minha memória
Desde os meus tempos de pequeno com os meus pais, primos, tios e respectiva família
Engraçado como me recordo, como se estivesse hoje a viver em tremenda euforia
Da minha avó com a sua grande força e boa disposição
Quando eu “crescer” quero ser igual a ela, com a sua energia e compaixão.
 
Com os meus amigos, esses não podia esquecer
Os finais do dia típicos, um queijo no pão, batatas de ovo estrelado até anoitecer
Das piadas com piada e das piadas com aquele pormenor
Equivalentes e passadas sem qualquer dó maior.
 
A nível profissional, olho para trás com orgulho do que alcancei
Porque errar não é pecado, mas tudo devidamente alinhado é orgulho do meu lado, do que conquistei
Do que alcancei e do que irei alcançar
Não são 95 anos que me vão fazer parar
Contínuo a lutar e assim continuarei
Para assim procurar, uma vida outrora de rei.
 
Agora que contei a história, qual é a história que a vida me vai contar?
Que foste feliz estes anos, que lutaste para alcançar
Foste feliz e fizeste outros ser
Contaste a tua história, com o teu sempre sentido de(ver).
 
Acabamos a refeição, aguçamos o paladar
Com a comida da @portugalia.pt não há que enganar.
 

#portugalia #95anos #festejar #adoroescrever

 

Foto do Facebook da Portugália

Charles Bukowski, O capitão saiu para almoçar e os marinheiros tomaram o navio | Opinião

Pedro, 12.06.20

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Neste livro, Bukowski apresenta-nos uma obra e personagens completamente diferentes.
 
O livro está estruturado como se fosse um diário.
Hank (personagem principal) escritor e apostador regular de corridas de cavalos,  fala-nos, ao longo dos vários dias e durante dois anos, do seu dia-a-dia, como apostador, como escritor, da sua transição para a era dos computadores (com a escrita das suas obras a computador) e de Linda (em menor número).
 
Hank acaba por ser uma das personificações de Bukowski. Ao contrário de Chinaski, é mais focado, e traça com clareza os objectivos que quer alcançar e onde quer ir e questionando o porque das coisas (gostei desta personagem, por este aspecto particular). Para ele, o que quer faz por tornar certo e que não quer, faz por não querer saber.
 
Como o próprio escritor indica:
 
"Recebo muitas cartas de pessoas que me dizem que a minha escrita lhes salvou a vida. Mas nunca escrevi para isso, escrevi para me salvar a mim próprio"
 
Para ele escrita é a vida, é o seu néctar é o que o mantém vivo por fora e por dentro.
 
Ele não pretende propriamente a fama, pretende que conheçam o que escreve, que conheçam as suas obras, que leiam o que escreve como se fosse, uma peça de leitura digna de valorização, arte das palavras e da justaposição. (escrito por mim aqui: https://mergulhosnoslivrosdopedro.blogs.sapo.pt/leitura-actual-matt-haig-reasons-to-5205). 
 
Ecreve por gosto, não necessariamente por dinheiro e muito menos pela fama.
 
"(...) Capaz de escrever. É um medo que tenho. E não tem nada a ver com a fama. Nem com o dinheiro. Tem a ver comigo. Estou muito mal habituado. Preciso de escape, da diversão, da libertação da escrita.
Da segurança da escrita. Do trabalho que dá. O passado não significa nada. A reputação não significa nada. A única coisa que importa é a frase seguinte.
E, se a frase seguinte não surge, estou morto, mesmo que, tecnicamente, esteja vivo". 
 
Para ele os leitores são aqueles que o vão acompanhado através a compra dos seus livros, do contributo para o seu conhecimento e do próprio leitor. Hank não é o tipíco escitor que gosto de se incomodado é inclusive uma personagem reservada , mas observadora e analista. Não gosta de confusões e sempre que as há, distancia-se.
 
" Um dia dirão "O Bukowski morreu" e, nessa altura, serei verdadeiramente descoberto e posto debaixo dos holofotes. E depois? A imortalidade é uma intervenção estúpida dos vivos"
 
"Um escritor não deve nada a ninguém, só a sua escrita. Não deve mais nada ao leitor senão a disponibilização da página impressa"
 
Interroga-se pela vida, pela sociedade que apenas procura a normalidade, que não procura pelo diferente, pela inovação, nele ou na sociedade ou nos dois:
 
"Acho que multidão, aquela multidão, a Humanidade, que sempre e foi difícil , essa multidão, está sempre a vencer-me. Penso que o grande problema, é que, para eles, é tudo uma questão de repetição. Não há qualquer espécie de novidade"
 
Embora seja a primeira obra escrita que leio , no papel de Hank, gostei da loucura que a personagem emana, gostei da ousadia, das suas inquisições perante a vida e perante o que o rodeia.
No entanto, achei que a obra ficou um pouco aquém daquilo que estava à espera e habituado, com Chinaski.
 
Talvez por ser um livro mais pequeno, mas senti a obra flácida, com pouco conteúdo e desenvolvimento.
 
Confesso que não fiquei fã desta escrita em modo de diário. Senti que perdeu  aquele fervor que o autor nos habitua com as constantes gargalhadas que nos presencia em outras obras, também graças à personagem principal em si.
 
No geral, achei uma leitura normal, que se lê rápido embora não tão desenvolvida como mulheres ou factotum.
 
Em resumo:
 
Hank, O escritor de questões
 
 
Hank e Linda unidos pelo amor
 
 Amor da sua escrita, a inquisição de questionador
 
De todas as obras que glorificam a sua escrita
 
Não procura de todo fama, nem apenas a respectiva guita.
 
 
A tranquilidade inicia-se quando começa a escrever
 
Pois para ele é sinónimo de vivo, que não está a morrer
 
Calma e tranquilidade emanam-se com esta inspiração
 
Luzes, câmara sai nova obra de ficção
 
Alguém grite acção, que dispare quando o leitor ler a sua obra
 
Se virar filme ou não, cá não estarei para presenciar essa manobra.
 
 
Em modo geral, dou ao livro: 3 estrelas

Book Haul | Maio 2020

Pedro, 04.06.20

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Sobre este mês atípico:

O livro Tabacaria, foi oferta  da editora, desde que comprasse uma determinada quantia. É uma ediçao premuim em várias línguas, e que pelo que li, vou gostar. Já o folheei e irei fazer o review dele. 

Só para termos uma noção, esta edição tem um valor de 70€ e foi oferta numa compra bem abaixo do valor em si do livro.

Aldous Huxley, é um classico da literatura é tive que comprar alguns livros deste autor.

Stephen King, o habitual, assim que vejo algum livro deste autor por um preço interessante compro. 

Este mês forem estes os livros que adquiri.

E vocês? o que compraram este mês para ler?

Dedicatória a ti, avó!

Pedro, 30.05.20

Este post, devia ser sobre a review de um livro.

No entanto,  ontem faleceu alguém muito importante para mim e para nós enquanto pilar bazilar na nossa família.

Alguém que com um papel de força e orgulho nesta família, uma verdadeira mulher de armas.

Por isso, em vez de uma review, dedico-lhe o que escrevi a ela. É o mínimo do que posso fazer.

Conjuguei o verbo perder em várias formas verbais.
Mas todas elas indicam algo que aconteceu, está a acontecer ou irá acontecer.
Nestas alturas, o pior é "eu perdi, tu perdeste, nos perdemos" no pretérito perfeito.
Mas nao " perdi" no sentido completo da palavra, eu diria que no sentido literal.
Perdi-te sim, porque nunca vou poder voltar a ver-te, mas não perdi as memórias que tenho, não perdi quem tu eras, não perdemos os constantes aniversários/ajuntamentos que festejamos nem o comum convívio à mesa entre todos, na sua essência,não perdi nem perdemos quem tu eras.

É assim que te vou relembrar sempre, pela excelente pessoa que és, pela tua generosidade, pelo teu cuidado connosco para que nao nos faltasse nada.

Mulher, mãe, avó, sábia, desenrascada, inteligente e resiliente e tantos outros adjetivos que não caberiam neste post.

Continuas nas minhas memórias, vou-me lembrar sempre de ti.

Bjs grandes e até já

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Ali Smith, Outono | Leitura Atual

Pedro, 23.05.20

Coloquei a leitura de Peter May, em standby.

Neste momento sinto necessidade ler algo diferente.

Algo que me ajude nesta altura, a encarar estes momento que atravessamos e que seja o escape das nossas decisões.

Um livro inspirador pela sua escrita e pela sua mensagem.

"Foi o pior dos tempos, foi o pior dos tempos. De novo. É esse o problema das coisas, desfazem-se, sempre se desfizeram e sempre se desfarão, está-lhes na natureza"

"As notícias verdadeiras não são inventadas, disse Elisabeth.São as notícias"

 

Um pequeno resumo em poema, do que li:

Olá Elisabeth , diz a sua mãe,

A mãe desconhecida da sociedade de outrém

Prática, racional, entende a filha e a sua inocência

Que uma notícia é um rumor quando cai em decandência

 

E vocês, o que estão a ler?

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Realidade Alternativa |Poesia

Pedro, 16.05.20

Um olá pelos bons dias do antigamente

Pelas boas tardes e pelas boas noites deste mundo diferente

Diferente, difereciador e pouco triunfante

Seria errado dizer aproximadamente semelhante

 

Diferente é agora a palavra mais usado do nosso vocabulário

Como diferente pudesse ser igual a uma perspetiva positiva do cenário

 

Mas e se isto fosse apenas um sonho ou a dimensão de uma realidade virtual?

Será que conseguiamos viver uma realidade "tal igual"?

 

Uma realidade alternativa, digna de mestre

Onde a importância já é dada ao simples campestre

Importantes, são todos e todos são importantes

Desde os agricultores, aos médicos até aos operadores ajudantes

 

Olho para trás, para um caminho da felicidade.

Neste momento,  aparento olhar para à Alice e o caminho da dualidade

Olho ou tentei olhar, porque de tanto olhar ceguei

Não pelo ensaio, mas nem com o ensaio lá chegarei

 

Caminho para o incerto, sem saber o que pisar

Um obstáculo à vida, duro de ultrapassar

Caminho, caminhas, todos caminhamos sem parar

Resiliência, força e atitude com os quais havemos de triunfar

Alice no País das Maravilhas: www.presenca.pt/livro/aventuras-de ...

Fonte: Alice no País das Maravilhas, Pinterest

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LEITURA METAFÍSICA |POESIA

Pedro, 09.05.20

Um livro é mais que um objetivo físico

Desafia a gravidade e o conhecimento metafísico

Leia uma palavra, saboreie uma a uma

Já entrou nessa realidade, sem perder realidade alguma.

 

Agora dentro dessa realidade, entrou numa verdadeira utopia

Na verdade dessa realidade ou a realidade dessa entropia?

O livro tem sempre um objetivo

Transmitir conhecimento, para que possa ser seletivo

 

São múltiplas as vantagens, que este pode ter!

Lembra-se de Pessoa e os heterónimos que deu a conhecer?

Por isso, caro leitor foque-se na mensagem

Não de Pessoa, mas a dessa personagem

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Feira do Livro Lisboa 2019

 

 

 

 

Peter May, A Casa Negra | Leitura Actual

Pedro, 07.05.20

Encontro-me a ler Peter May, A Casa Negra.

Este livro, faz parte da trilogia de Lewis, onde em Portugal, ainda só foram editados os dois primeiros livros.

Deixo uma citação do livro:

"Já ouvi pessoas que nasceram na década de 50 a descrever a sua infância em tons de castanho. Um mundo sépia. 

Cresci nas décadas de 60 e 70 e a minha infância é carmesim." (pp 27)

E vocês, o que estão a ler?

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Heterogenia de Bukowski |POESIA

Pedro, 03.05.20

Heterogenia de Bukowski

O capitão saiu para almoçar e os marinheiros tomaram o navio

Onde Chinaski está é de apanhar um calafrio

Calafrios, febre ou algo diferente

Porque onde ele trabalha é como música para água ardente

Água ardente, uísque ou cerveja, para ele tudo semelhante

Porque ninguém pode beber sem comer um pão com fiambre

 

Mas o álcool não é a única coisa que lhe apetecia

A Mulher mais bonita da cidade é o que mais aprecia

Crónicas, antologias, tudo tem a sua leitura,

De Factotum, para Hollywood para lançar os maiores feitos de literatura

E como se não bastasse, mais personagens Bukowski inventou

Parte da mesma premissa: a sul nenhum norte encontrou

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Charles Bukowski, Factotum | Opinião

Pedro, 03.05.20

Charles Bukowski um autor controverso, ora adorados por muitos, ora odiados por outros.

Tive o prazer de ler outro livro dele, talvez o mais conhecido "Mulheres" e lembro-me de ter gostado imenso, o que me fez comprar alguns volumes dos livros deles nas últimas feira do livro de lisboa.

Nas primeiras páginas, somos confrontados pelo regresso da Chinaski à casa dos pais. No entanto este trajeto não dura muito, porque Chinaski percebe que ficaria mais barato arrendar um aparatamento do que ficar na casa dos pais. Para além disso, os pais não compactuam com a sua vida de bêbado, inclusivé no livro, assistimos a uma disputa bastante acesa, sendo mais um motivo para Chinaski sair.

Tal como "Mulheres", em Factotum, o autor trás a personagem dos seus livros, Chinaski. Homem solitário, bêbado, mullherengo, irresponsável no trabalho, Chinaski quer apenas aproveitar a vida da melhor forma. Chinaski não compreendia como é que seria possível existirem empregos onde o início da atividade laboral começava às 6h da manhã, mas acreditava que a bebida era uma escapatória para tornar a sua vida mais fácil, o que nem sempre era assim.

"Sinceramente, horrorizava-me a vida, aquilo que um tipo tinha de fazer só para poder comer, dormir e andar vestido.

De maneira que fiquei na cama a beber.

Quando bebemos, o mundo continua lá fora, mas por instantes, deixa de nos sufocar."

(...)

"Uma cerveja, um engate. Mais um copo, mais uma mulher".

No entanto, Chinaski, reconhecia que não estava fácil arranjar trabalho principalmente durante a 2ª Guerra Mundial , muito menos com o acumular de despedimentos que o seu currículo acumulou:

" E os empregos que tinham sido sempre difíceis de arranjar tornaram-se ainda mais dificeis"

A carreira não é algo que ele pense. Para ele a bebida e mulheres, está sempre em 1º lugar. O pior é que a bebida em muitas ocasiões sobe-lhe a cabeça. Tao bebado que fica, que não sabe o que faz.

"- Fiz mais alguma coisa?

- Põe-se a dar um sermão sobre como gerir o hotel. O senhor Pelvington está na hotelaria  há trinta anos. Deu-lhe o conselho de as prostitutas  se cingirem ao primeiro piso e que deveriam ser submetidas  a exames médicos regulares. Não temos prostitutas neste hotel, senhor Chinaski"

(...)

"-Também disse ao senhor Pelvington que só eram precisos dois elementos  no cais de carga em vez de dez e, que os roubos diminuiram se cada empregado levasse para casa todas as noites uma lagosta viva, numa gaiola especialmente concebida para o efeito que pudesse ser transportada em autocarros e eléctricos

- A senhora Farrington tem um grande sentido de humor" 

Neste livro é nos contada as aventuras de Chinaski em várias funções ao longo do tempo e as várias mulheres com quem ele se envolve, com as suas histórias caricatas e divertidas.

Achei interessante que num dos primeiros empregos referidos no livro, Chinaski questione o patrão para receber um aumento, equivalente ao do motorista que estava na empresa há dois anos. O patrão diz-lhe que não é possível, e ele despede-se (assim, sem mais nem menos, sem perspetivas). Por consequência, arranja outros trabalhos a auferir salários menores.

Nota-se que é uma persangens, em que o planeamento não faz parte do seu ser. 

No geral, dou ao livro 5 estrelas. Não consegui parar de ler de acentada todos as confusões em que esta personagem se mete e a maneira caricata como os resolve.

O seguinte livro foi adaptado ao cinema em 2005

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Book Haul Abril 2020 |Parte 1

Pedro, 02.05.20

Este é Book Haul de Abril 2020, onde adquiri 6 livros e recebi 1 de bónus.

Destaques:

António Nobre, Só: cada vez mais a poesia tem despertado em mim, um sentimento de curiosidade pela sua leitura. 

Não tenho nada deste autor, mas decidi apostar por ser um de muitos autores conhecidos de língua portuguesa. As ilustrações tamém são muito cuidadas e  como já tive oportunidade ler o livro,  penso que vou gostar.

Aquiri-o através do site da Leya, por 3,89€. O preço normal é de 12,99€. Quando o adquiri em qualquer compra ofereciam o livro "O Prazer da Leitura" de Marcel Proust. Dois livros pelo módia quantia de sensivelmente 4€. 

Guerra Junqueiro, Pátria : Foi este o autor que despertou o meu sentido para a escrita de poesia. Claro que, Fernando Pessoa seguindo dos seus heterónimos, é o mais conhecido, mas Guerra Junqueiro fez-me olhar para a poesia como uma arte onde se transmite sentimentos, pensamentos e emoções, quando pretendemos libertar aquilo que queremos dizer e neste momento cada vez mais. Adquiri-o por 2,66€.

Peter May, A Casa Negra : Traduzido pela Marcador, chancela da Editorial Presença. Já li um livro dele,  o " Coffin Road"  e na altura gostei do enredo e da descição em si que ele faz dos acontecimentos da história. Este é o 1º da série da Trilogia de Lewis. Custou cerca de 11€.

Fernando Braga de Matos, A Bolsa para Iniciados : Adquiriu essencialmente porque quero estar mais a par do funcionamento dos mercados financeiros. Custou cerca de 10€.

Mário Sá Carneiro, Céu em Fogo : Aqui está um livro de  um confrontamento das personagens , uma luta contra o sentimento de tédio e por consequência uma luta contra a morte. Fiquei essencilamente curioso com este livro. Por norma os chamados "Clássicos para leitores de hoje" como a editora os chamou, revestem-se de uma linguagem peculiar e muito própria, o que por vezes pode não ser prazeroso de ler, ou seja, a construção linguística, não é algo tão simples. Ainda assim, é bom ler este tipo de livros. Nem que não seja par anos imaginar-nos naquele tempo. Afinal é também esse um dos fins dos livros.  Adquiri-o por 4,5€

Mary Shelley , Frankenstein: Um clássico, que nunca li e decidi aproveitar para o fazer.  Adquiri-o por 7€.

E vocês o que adquiriram este mês que passou?

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Matt Haig, Reasons to Stay Alive |Opinião

Pedro, 30.04.20

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Sobre este livro podia dizer pouca coisa. O problema é que pouca coisa rapidamente transformaria-se em muita. Ironia?

Não. Este livro é uma bela peça de leitura, com direito a moldura. Se já a tem, pronto para tirar a fotografia?

E o melhor, é que a minha opinião está espelhada, em parte, pelo próprio livro:

“Read a book without thinking about finishing it. Just read it. Enjoy every word, sentence, and paragraph. Don't wish for it to end, or for it to never end.”

E é verdade, li-o muito rápido que nem queria que chegasse ao fim. A vontade foi tanta caro leitor, que me inspirei para escrever poesia, dentro da review. 

Leitura da escrita e a escrita da leitura?

Peça de leitura digna de valorização

Arte das palavras e da justaposição

Com tanta entoação e troca de caligrafia

Esta leitura tornou-se completa, uma completa sinfonia

 

Desde o início do livro

Até ao fim da edição

o leitor há de reparar em toda a aglutinação

Acabou de reparar e agora está-se a rir?

Que algures nos seus pensamentos acabou por reflectir

 

Que a leitura deste livro é inspiradora

Como alguém em depressão, pode ter uma mente criadora?

Mente criadora, criativa com criação à letra,

Pegou em mero papel e utilizou uma caneta.

 

Voltando à review.

Este livro é um misto de emoções. Por um lado,  Matt Haig sofreu à uns bons anos uma grande depressão, pela leitura, percebe-se que bateu no fundo dos fundos.

"How can I stop my mind being overloaded when the world is overloaded? We can think about anything. And so it makes sense that we end up thinking about everything".

"You are trapped in a tunnel.

You are at the bottom of the ocean

You are on fire"

Fala-nos dos tempos difíceis que passava, como por exemplo, o fato de sair meramente de casa para ir ao supermercado comprar leite. Matt entrava completamente em pânico. Ele descreve uma situação em que a operadora de caixa está a ser bastante lenta e lhe pergunta se quer saco, onde ele só diz que não, porque quer saír o mais depressa possível da loja. O primeiro pensamento é realmente verificar com uma depressão pode fazer com que a pessoa "bata literalmente no fundo".

Ao longo do livro ele vai falando dos "baixos da sua vida", mas como tudo na vida, o autor refere também o que fez para ultrapassar-los.

Corridas matinais :

"I  would come back from a run and stretch and have a shower and feel gentle sense of release, as thought depression and anxiety were slownly evaporating from inside me"

Livros:  

“And most of all, books. They were, in and of themselves, reasons to stay alive. Every book written is the product of a human mind in a particular state. Add all the books together and you get the end sum of humanity. Every time I read a great book I felt I was reading a kind of map, a treasure map, and the treasure I was being directed to was in actual fact myself”.

“I read and read and read with an intensity I’d never really known before. I mean, I’d always considered myself to be a person who liked books. But there is a difference between liking books and needing them. I needed books.”

Namorada,família e amigos que são muito importantes, nos momentos positivos e negativos.

"you will make great friends, you will eat delicious foods you haven’t tried yet, you will be able to look at a view from a high place and not assess the likelihood of dying from falling (...)

" Life is waiting for you. You might be stuck here for a while, but the world isn’t going anywhere. Hang on in there if you can. Life is always worth it"

O autor também nos fala que ter alguns pensamento negativos não é efetivamente preocupante se não os deixarmos consumir por eles:

“The key is in accepting your thoughts, all of them, even the bad ones. Accept thoughts, but don’t become them. Understand, for instance, that having a sad thought, even having a continual succession of sad thoughts, is not the same as being a sad person. You can walk through a storm and feel the wind but you know you are not the wind.”

O livro correspondeu às minhas expetativas como um tudo. Focou-se em muitos aspetos (aspetos negativos da depressão, aspetos pós-depressão, foco após depressão) nota-se talento deste autor para escrita e merece toda a crebilidade e respeito. Não só pela crebilidade , mas por tudo o que passou, pelo fato de não se ter deixado consumar, pelo fato de ter conseguido publicar este e outros livros que publicou e tantos outros que vai publicar. Feito que não conseguiria se tivesse deixad consumir.

Nunca esta frase fez tanto sentido, como agora:

“Life can sometimes feel like an overproduced song, with a cacophony of a hundred instruments playing all at once. Sometimes the song sounds better stripped back to just a guitar and a voice. Sometimes, when a song has too much happening, it's hard to hear the song at all.”

5 estrelas

F. Scott Fitzgerald | Grande Gatsby

Pedro, 29.04.20

Primeiro, é realmente de valorizar cada vez mais o aparecimento de clássicos por preços mais simpáticos. O preço do livro, sem qualquer desconto é de 7,5€.

Caso pretendam, aproveitem a campanha da Relógio de Água, com 30% em todos os livros, com mais de 18 meses e ajudem diretamente a editora.

 

O Grande Gatbsy, é um livro, cómico, sarcástico e caraterítisco dos tempos da década de 1920.

Gatsby, pertence uma família importante e com possibilidades financeira, os Carraways .Forma-se em New Haven em 1915.

Destaco algumas personagens deste livro como: Nick, Mr Carraway, Tom e Daisy (uma das personagens principais) com bastante importância na história.

Ao longo do enredo do livro percebe-se uma constante conspiração, leia-se mistério e histórias criadas pela sociedade, contra Gatbsy. É encarado como o homem misterioso, muitos pensam que ele matou alguém nos tempos de guerra.

Tudo serve para inventar "fofoca", faz parte dos grande costumes desta sociedade e da presente.

O fato é que ele vive em Longe Island num palacete enorme, onde organiza várias festas e onde tem por hábito convidar os habitantes ao seu palacete. Motivo pelo qual é muito combiçado. Também nota-se um traço de excentrismo, porque Gatsby sente necessidade de ser conhecido de alguma forma.

Outro motivo é aproximar-se da mulher que ama, e é realmente correspondido neste aspeto, embora não de imediato. A  sua intenção, não é logo percebida e envolve-se com uma mulher comprometida.

Gatsby, é uma pessoa, muita direta naquilo que pensa, sabendo desde já filtrar o que e aquem deve dizer. Ou seja, se souber que não o deve fazer, mas se isso permitir ser um meio para atingir um fim, ele fá-lo, nem que a verdade magoe a outrém.

É uma pessoa curiosa e de alguma forma tem sede de conhecimento, procura ler e informar-se sobre. Nota-se que ao contrário de outras personagens, não formula opiniões com base no que ouve, mas com base no que vê. Admiro esta caraterística nele.

No geral, é um livro que se lê bem. Não vou dizer que foi uma das melhores leituras, não foi. Mas é uma leitura agradável.

3,5 estrelas

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Leitura Actual | Matt Haig, Reasons to Stay Alive

Pedro, 28.04.20

Encontro-me a ler o livro, Reasons to Stay Alive de Matt Haig.

Já li três livros deste autor: How to Stop Time , The Humans e Notes On a Nervous Planet.

Gostei de ambos, mas o "The Humans" leva um apreço maior, devido à personificação de um cão que se interroga como os humanos funcionam. Damos por nós a folhear o livro num ápice e a rir da forma  como nos comportamos.

Eu diria que este escritor têm talento para a escrita. A maneira súbtil como combinado uma simples frase, no qual passa a fazer todo o sentido.

Sem explorar muito o livro, pois isso ficará para uma review, este livro aborda a vida deste autor e como o mesmo conseguiu ultrapassar uma depressão e o que fez para.

Mostra o quão relevante é o apoio de todos o que o rodeiam.

Deixovo-os algumas citações do livro:

"Talk. Listen. Encourage talking. Encourage listening. Keep adding to the conversation. Stay on the lookout for those wanting to join in the conversation. (...) depression is not something you ‘admit to’, (...) it is a human experience.(...).Where talk exists, so does hope."

“You can be a depressive and be happy, just as you can be a sober alcoholic".

 

Decidi ler este livro, porque este autor inspira-me. Acheio indicado para estes tempos, porque a mensagem é motivação e nestes tempos confinamento faz imenso sentido.

Caro leitor, diga lá que não ficou no minímo curioso?

E vocês, o que estão a ler?

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#FiqueEmCasaELeiaUmLivro