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Mergulhos nos Livros do Pedro

Mergulhos nos Livros do Pedro

NOTE.... o Dia Mundial da Poesia| Escrita criativa

Pedro, 07.04.21

O estado de escrita ou de leitura, consagra a poesia real

Do que melhor se escreve, a nível mundial

Prosa em rima, do tipo cruzada

A favorita a seguir, é a emparelhada.

 

Mas não vamos esquecer o que é especial

Que poesia cruzada ou emparelhada, enquadrada é real

Dou asas à imaginação, com uma prosa pragmática

Obedeço a todos as regras, inclusive às de gramática

O toque de escrita, ganha uma vida natural

No ceio do conhecimento, “do leitor cultural.”

 

Mas o gosto e sensação pela poesia, é que me fazem sonhar

Um conjunto de autores e de rimas, que irei recordar

Obrigado à @note por serem minha livraria, o meu lar

Por com este “Giveaway Dia Mundial da Poesia”, potenciar o meu bem-estar!

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Créditos : Note

Toca o despertador é hora de levantar... | Mimosa

Pedro, 11.10.20

Trata-se apenas de um texto a prepósito de um passatempo.

 

Toca o despertador, é hora de levantar

O quentinho da cama, não quero eu largar

Mas vou largar a cama, como uma criança larga plasticina

De regresso ao trabalho, mas um estrangeiro na palestina.

 

De regresso ao trabalho onde tudo pode acontecer

Não saio de casa, sem os meus iogurtes Mimosa beber

Sem os beber e sem uma fatia de bola levar

Como pelo caminho, é a “minha euforia a balançar”

A balançar, porque planear deixou de ter termo fixo

Mas quando ao trabalho chegar, ao planeamento arranjarei um sufixo.

 

Cheguei ao escritório e já vi que é para valer

O cumprimento das cotoveladas, é o que pode acontecer

O convívio faz-se assim com a devida distância

Para assim não por em causa, as regras de segurança.

 

Chego assim ao fim o dia, com uma perspectiva diferente

Que todos estão bem, mesmo não sendo como antigamente

Muitos hábitos mudaram, mas outros vieram para ficar

Como beber Iogurtes mimosa de manhã e à noite antes de deitar.

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Ali Smith, Outono (1º Livro do Quarteto)| Opinião

Pedro, 02.07.20

"Foi o pior dos tempos, foi o pior dos tempos. De novo. É esse o problema das coisas. Desfazem-se, sempre se desfizeram, sempre se desfarão, está-lhes na natureza"

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Este livro,1º da tetralogia das estações do ano, é um misto de emoções, pensamentos , risos e desilusões.

Se no início começa bem, a 1/3 do livro perde-se um pouco a essência da história e da escrita.

Dei por mim a gostar bastante do livro no início e ao mesmo tempo, a fazer um sacrifício para o terminar no fim.

Relativamente à análise do livro:

A história centra-se à volta de, diria, 3 personagens centrais : Elisabeth Demand (personagem principal), a mãe de Elisabeth e Daniel ou Mr. Gluck.

Começa com a história de um trabalho da escola, onde é pedido a Elisabeth, uma série de questões a serem feitas ao vizinho. Que são: como era o sítio onde o vizinho cresceu e como era a vida dele quando tinha a sua idade.

A mãe pede À filha para inventar, para não incomodar, dada a idade. Ao qual Elisabeth responde que não pode mentir, porque é para um noticiário.

A mãe responde-lhe:

"Inventa. E de qualquer das formas, as notícias verdadeiras são sempre inventadas.

As notícias verdadeiras não são inventadas, disse Elisabeth. São as notícias.

Essa é uma discussão que voltaremos a ter quando fores um bocado mais velha, disse a mãe."

 

A partir daqui, assiti-se a um enredo cheio de peripécias e aventuras entre Daniel e Elisabeth. Relembro que, ambos tem diferenças substanciais de idade. Elisabeth ainda é uma criança e Daniel já tem cerca de 85 anos. 

Uma amizade pouco comum, e estranha para alguns, no qual Elisabeth justifica à mãe:

"Isso depende da tua definição de normal, disse Elisabeth. Que será diferente da minha definição de normal. Porque todos vivemos na relatividade e a minha, no momento presente, não é, e suspeito que nunca será, igual à tua."

Ao longo do livro, somos presenciados com peripécias e aventuras entre ambos, que origina uma grande amizade e cumplicidade entre os dois. 

O papel de Daniel, acaba por ser preparar e mostrar a Elisabeth que a realidade deste mundo , não é exactamente como ela pensa.

"Devemos estar sempre a ler alguma coisa, disse ele. Mesmo que não estejamos a ler fisicamente. Caso contrário, como seremos nós capazes de ler o mundo? Imagina o processo como uma constante"

Essencialmente, a história fala da troca de peripécias e aventuras entre estas duas personagens e um acontecimento intenso que muda tudo.

Cerca de 70 páginas do livro acabar, senti que a história começa a perder qualidade. Penso que tem haver com um dos acontecimentos importantes da história, que faz com que o rumo da história e a sua caracterização seja completamente diferente.

Isto porque, a história começa a ficar demasiado complexa e desinteressante para quem esta a acompanhar. 

Em suma:

Daniel e Elisabeth amigos por acaso

Como algo improvável tornou-se uma amizade sem compasso

Sem compasso está a mãe, que não vê pela hora chegar

Que estes dois se separem,que se acabem por desencontrar

 

Idades diferentes e ideologias bem distintas

Como estes dois continuam num loop de amizades infinitas

Infinitas ou não, tudo tem razão de ser

Daniel mostra o cru do mundo, a realidade que arde sem se ver.

 

Posto isto, dou ao livro 3 estrelas. Mas com chance de ler o próximo, para perceber o que se segue.

LEITURA METAFÍSICA |POESIA

Pedro, 09.05.20

Um livro é mais que um objetivo físico

Desafia a gravidade e o conhecimento metafísico

Leia uma palavra, saboreie uma a uma

Já entrou nessa realidade, sem perder realidade alguma.

 

Agora dentro dessa realidade, entrou numa verdadeira utopia

Na verdade dessa realidade ou a realidade dessa entropia?

O livro tem sempre um objetivo

Transmitir conhecimento, para que possa ser seletivo

 

São múltiplas as vantagens, que este pode ter!

Lembra-se de Pessoa e os heterónimos que deu a conhecer?

Por isso, caro leitor foque-se na mensagem

Não de Pessoa, mas a dessa personagem

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Feira do Livro Lisboa 2019

 

 

 

 

Heterogenia de Bukowski |POESIA

Pedro, 03.05.20

Heterogenia de Bukowski

O capitão saiu para almoçar e os marinheiros tomaram o navio

Onde Chinaski está é de apanhar um calafrio

Calafrios, febre ou algo diferente

Porque onde ele trabalha é como música para água ardente

Água ardente, uísque ou cerveja, para ele tudo semelhante

Porque ninguém pode beber sem comer um pão com fiambre

 

Mas o álcool não é a única coisa que lhe apetecia

A Mulher mais bonita da cidade é o que mais aprecia

Crónicas, antologias, tudo tem a sua leitura,

De Factotum, para Hollywood para lançar os maiores feitos de literatura

E como se não bastasse, mais personagens Bukowski inventou

Parte da mesma premissa: a sul nenhum norte encontrou

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ÓPIO DA LIBERDADE | POESIA

Pedro, 28.04.20

No dia 25 Abril, celebra-se o dia da liberdade,

Graças a uma união de soldados em prol da dignidade

Uma arma ao peito e um cravo na boca

Fizeram ver a muita gente, que a mocidade não foi coisa pouca

Mas uns bons pares de anos passaram

E perante a situação que vivemos, os espaços limitaram

Confinados nos lares, diante de alguns

Azar daqueles que não estão com nenhuns

 

A liberdade é agora, revestida de ironia

Dizem que existe no supermercado ou farmácia do “nada havia”

 

Será causa nobre ou ironia do destino?

Pois cá estamos nós, presentes num labirinto

Diria labirinto porque não vai ser fácil sair

Mas encontrando o caminho certo, vamos poder fugir?

 

Não será Ironia do Destino ou revolta da natureza?

Que este mundo está contaminado, cheio de impureza?

 

Talvez seja impureza ou alguma provocação

Que nos aproximamos de um monopólio de uma grande civilização

Civilização essa, com grande poder de germinação

Desde grandes empresas, até à pequena produção

 

Neste gigante monopólio, está claro que o poder persiste

Mas todos abanam o lenço da janela, congratulando que este existe!!!

 

A culpa é de todos ou de alguns?

Desde as grande empresas até consumidores comuns

Escolhem a maioria pelo preço e não pela probabilidade

De no fim ter, um produto de boa qualidade

Escute leitor, este mundo não é direito

Não olhe para a liberdade no pretérito perfeito.

Obra em vídeo celebra 25 de Abril 'online' com amor e esperança

Imagem : Diário de Notícias (23 abril)

A (não) monotonia do tempo | Poesia

Pedro, 17.04.20

À semelhança do que aconteceu na terça-feira, decidi dar "asas à imaginação". É apenas um poema, mas é escrito com razão.

Acho que ando a descobrir que a escrita é algo que me dá gozo de fazer, em apenas uns bons minutos e acabo de o escrever.

 

A (não) monotonia do tempo

Às vezes temos de ter um pouco de ousadia
Acrescentando algum valor a esta monotonia
Os dias estão mais cumpridos e as semanas também
Não sei o que adianta, se não posso estar com ninguém

E agora que vou eu fazer?
Terminar aquela série que (não) ficou por ver?
Ou aquele filme que (nunca) vou esquecer?
Mas será necessário tanta negação?
É que ainda assim, mais dias virão

Que tal um pouco de tarde de limão?
E um bom filme, de completa ficção?
Começa com um thriller seguido de fantástico
Invertendo a ordem, nada poderá ser tão drástico

Drástico é se não existir de todo comida
Ainda assim, aqui me despeço com alguma aletria
aletria agora ia tão bem
É que tropecei no teclado com aquela alegria do além

Por fim o adeus como manda a cortesia
Já assim estava escrito nos tempos de burguesia.

A LEITURA DO "MEU EU" OU O "MEU EU" DA LEITURA? |Poesia

Pedro, 14.04.20

Acho que existem alturas inspiradoras, momentos em que nos sentimos com vontade de escrever e não temos conta a noção do resultado final.

Ora eu não sou perito nem especializado na área de poesia, nem costumo escrever poesia. Embora até goste de escrever.
 
Mas ontem, parece que tive um rasgo de inspiração.
É verdade que desde algum tempo para cá, me tem apetecido escrever sobre a densidade de leitores que temos neste país, que são cada vez menos, dos preços dos livros cada vez menos convidativos e do catálogo de livros das bibliotecas cada vez mais escasso, com muitas delas sem orçamentos para. É verdade que existem grupos no facebook que permite a troca de livros usados. Não sou muito fã, muito menos agora.
 
É certo, que a situação atual, não veio providenciar melhorias, antes pelo contrário. Vejo o nosso barco a parar, um país sem cultura, é um país condenado ao fracasso, pior ainda com esta situação. 
Penso que a minha inspiração falou mais alto e senti necessidade de escrever. 
Convido-o (a) a ler:
 
A LEITURA DO "MEU EU" OU O "MEU EU" DA LEITURA?
 
Gosto de dormir
E de sonhar, ter o poder de imaginar
Depois de ler e reler, tantas páginas de prazer
Tanto conhecimento e ambição
Após ler o livro que tenho na mão
 
Ou será que não?
Será isto tudo produto da minha imaginação?
Baseado num filme ou série, será um fato verídico?
Espero que não seja como no filme “ A origem” pois poderei ficar hipocondríaco
 
A origem” dizem eles, não passa de uma ideia pela inseminação
Mas serão mesmos estes sonhos, produtos de não ficção?
Não será mesmo esta, a minha primeira vida?
Ou já a terei vivido, ficando meramente diluída
 
Não sei, digo eu
Tentei perguntar a Fernando Pessoa mas ele não me respondeu
Olhou para mim, incrédulo, fingiu que não me reconheceu
Não sei se pela minha cara, mas sim pela maneira como me vestia
Percebeu que não era daquele tempo nem daquela monarquia
 
Mas após isto tudo, só poderei estar a sonhar,
Isto é o que dá quando penso que “felizmente há luar” 
Haverá esse luar naqueles que nunca sonharam?
Porque nunca leram, nem outras almas encontraram
 
Ironia para todos ou só para alguns?
Que a cultura não é para todos, é quase para nenhuns
 
Mas é realmente indecente e humanamente errado
Que o governo não atue sobre o seu povo iletrado
Forjado pelo capitalismo e pelas suas ilusões
Onde a cultura está longe, de um povo com cinco tostões
 
Sonho ou pesadelo, qual deles devo escolher?
Prefiro o “ensaio sobre cegueira”  pois não os vou reconhecer.